
"Qualquer jornalista tem consigo um emaranhado de idéias que se deve expor, uma meia dúzia de verdades que não foi a público ainda por conta de mil e um empecilhos, dentre eles a falta de uma tribuna popular. E como um compilador – nunca um desapegado – ele vai guardando sua coleção pr’uma ocasião melhor. Acontece que idéias empoeiram, notícias envelhecem, coleções começam a só fazer sentido para o colecionador...
Há de se escancarar o conteúdo aprisionado nas cacholas, nas gavetas, nas anotações, no interior da Mala Jornalística que carrega cada um de nós. E depois sentir como as coisas vão ficando mais leves para a próxima viagem."
Blog mantido por Isolda Herculano, jornalista baiana, pernambucana, paraibana e, agora, alagoana.
 isoldaherculanomala@hotmail.com
|
Jornalirismo
Blog do Noblat
Observatório da Imprensa
JC
GJOL
Jornalismo Online
Novas Tecnologias
Caros Amigos
Blog do Juca
1000 imagens
Luis Nassif Online
Último Segundo
Blog da Redação
Cristina Lôbo (Política)
Blog da Paraíba
G1
Bahia Já
São João de Campina Grande
Tele História
O Cruzeiro
Portal Imprensa
Porta Curtas
Agência Ciênci@lagoas
Comunicação de Interesse Público
FENAJ
Isolda
Ação por Maceió
SindJornal
Gazetaweb
Primeira Edição
Agência Alagoas
Alagoas em Tempo Real
Tudo na Hora
Alagoas 24h
Extra Alagoas
Tribuna Independente
PC AL
Prefeitura de Maceió
MP AL
IZP
Alagoas Negócios
Alagoas Agora
Melhor Notícia
Agência Estado
BBC Brasil
Rádio Jornal
Piauí
Domínio Público
|
... a notícia como bagagem!
|
|
|
Sexta-feira, Janeiro 30, 2009 :::
 Blogs, blogs e mais blogs
Quando comecei a escrever blogs em 2004 (tenho dois: o Isolda e este aqui ) não poderia calcular em quantos mundos eles me levariam. Sim, porque, àquela época, eu era apenas uma jovem entrando na faculdade de Jornalismo numa desconhecida cidade do interior da Paraíba em busca de sonhos e ideologias, que ainda não adormeceram, acreditem. Mas eles, os blogs, de uma forma ou de outra foram buscando espaço na minha rotina – óquei, talvez tenha sido eu mesma a procurar essas brechas.
Resultado: meu trabalho de conclusão de curso envolveu o tema, cultivo amizades que não existiriam sem meus blogs, tenho a oportunidade de publicar textos ou simplesmente não deixar que pensamentos empoeiram – mesmo salvos em um arquivo no formato de Word, enfim. As surpresas vieram também, claro: como o fato de ter sido convidada pelo próprio Ricardo Noblat para escrever no blog dele . Mas eu não esperava fazer parte de um documentário sobre o tema. E não é que faço?!
Explico melhor: a jornalista Cibele Tenório, da TV Educativa de Maceió, entrou em contato comigo para saber sobre minha disponibilidade em falar sobre o tema em uma reportagem especial. Não posso negar oportunidades assim, primeiro, pela vitrine que elas podem ser para mim, e segundo, porque adoro falar de blogs – além de mantê-los. Na tarde desta quinta-feira (29), como combinado, Cibele (que também é blogueira noA Princesa e O Guerreiro ) e equipe estiveram aqui em casa para a tal entrevista, muito bacana, que tocou no assunto como ferramenta de comunicação, interação, responsabilidade textual, e tantos outros etceteras que nem lembro mais. No final das contas, ela acabou informando que, pelos dados já colhidos, o projeto inicial da reportagem se transformará num documentário envolvendo mais blogueiros – ainda sem previsão de lançamento nem título definido.
Eu espero.
Ah, a indicação do meu nome como fonte para o trabalho da Cibele foi dada por um leitor do blog, o Marcelo Albuquerque – fotógrafo da “bixiga” que namora a Jamylle Bezerra , uma querida jornalista e blogueira. E não posso esquecer que meu namorado Julio Onofre fez as vezes de cinegrafista amador, produzindo com nossa maquineta caseira o primeiro making of de nossas vidas. Inusitado. Divertido.
Serviço:
Blogar é coisa séria! Duvidam?
Palestra: Como utilizar o weblog para fins jornalísticos e literários.
Palestrante: Isolda Herculano (jornalista).
Data: 17 de fevereiro -16h.
Local: Prédio do Cos (Comunicação Social Ufal).
::: escrito por ISOLDA HERCULANO às 5:39 PM
... Comente!
Quarta-feira, Janeiro 21, 2009 :::
 Sim, ELES podem!
Desde que o mundo é mundo, como diz minha avó, as pessoas procuram redentores de toda espécie para responder suas expectativas por dias melhores. Alguns deles são figuras religiosas: Jesus Cristo, Buda, Maomé, Dalai Lama, entre muitos. Outros, líderes políticos: Nelson Mandela, Fidel Castro, Luiz Inácio, Abraham Lincoln etc. Mas é chegado o tempo em que a salvação tem novo nome e sobrenome: Barack Hussein Obama – Obama, para os íntimos.
Depois da mesopotâmica cerimônia de posse realizada nesta terça-feira (20) na capital norte-americana, e transmitida para os quatro cantos do mundo – como se todos os lugares pudessem ser beneficiários deste novo mandato estadunidense – resta uma dúvida: o que o nosso país tupiniquim ganhará com o presidente recém-empossado? É certo que as emissoras tiveram temas mais importantes a tratar ontem como, por exemplo, o figurino da primeira-dama Michelle e o paletó supersônico de Obama, que seria a prova de balas. Mas não esqueçamos do detalhe: como ficará a relação Brasil-Estados Unidos a partir de agora?
Pesquisando sobre o assunto achei respostas pouco animadoras. Vamos aos exemplos práticos: a América Latina não apareceu na campanha eleitoral de Obama, ou seja, aparentemente as relações entre lá e cá permanecerão as mesmas: seremos olhados como imigrantes ilegais, traficantes de drogas e eles nos deportarão quando julgarem necessário. Nenhuma mudança. O secretário de Defesa para este novo mandado, aliás, é o mesmo de Bush, um tal de Robert Gates, que comandou a instalação de soldados americanos no Iraque. Dizem os analistas que, apesar de sinalizar a retirada das tropas, é possível que o governo deles adote uma política de continuidade na área. Se assim for, a antipatia ao americanismo superior permanecerá.
Claro que não podemos esquecer que o presidente é norte-americano e tem como prioridade suas próprias mazelas herdadas da antiga gestão – como se costuma falar no mundo político e politiqueiro. A principal delas é a tensão na economia. Obama precisará focar esforços em remover, o mais rápido possível, o tumor que atingiu a população que o elegeu chefe de estado. Tal esforço pode ser prejudicial ao Brasil, já que em tempos de crise é difícil pensar numa maior abertura econômica para países latino-americanos. Pelo menos inicialmente, alerta meu lado otimista de ser.
A placenta em que Obama está envolvido é feita da esperança de um povo atingido em cheio pela Era Bush. Essa população, que viu seu status de sempre ruir nas mãos de George W., considera o novo presidente a tábua de salvação ou se anima da máxima "pior do que está não dá pra ficar". Meu desejo pessoal é de que Barack Obama faça um mandato tão brilhante quanto anunciou sua milionária campanha publicitária. Embora nós, da Comunicação ou não, saibamos que o fim de toda publicidade é fazer com que o produto pareça ser bem melhor do que, realmente, é.
::: escrito por ISOLDA HERCULANO às 12:09 PM
... Comente!
Sexta-feira, Janeiro 16, 2009 :::
 Reforma pornográfica?
Apesar de considerar mínimas as mudanças que vieram a reboque do Acordo Ortográfico de 1990, não devo ter passado um dia de 2009 sem escutar algum ou muitos reclames a seu respeito. Já até ouvi dizer por aí que os únicos não-prejudicados com a tão falada reforma ortográfica serão os que já escrevem errado, pois estes continuarão a escrever errado. Sei não. Costumo ser mais otimista do que isso.
É claro que tenho meus apegos – e sofro pela perda do trema, entre outras – mas entendo que eles têm a ver com o comodismo, comum a todo ser humano. Nada que me leve ao extremo engraçadinho de chamar a reforma de “pornográfica”, porém. Sei que quando precisar talhar o hífen, em certas ocasiões, será estranho – mas se procurar lembrar do primeiro beijo, da primeira vez, da primeira grande perda etc, verei que tudo é muito estranho no começo. Cairei na besteira de querer escrever anti-semita (e o dicionário do Microsoft Word não cobrará a conta agora) quando o ideal é já ir acostumando com o antissemitismo (assim mesmo, com o “ésse” dobrado). Casos idênticos acontecerão com anti-religioso (antirreligioso), infra-som (infrassom), contra-regra (contrarregra). E nem adiantará ir contra a regra.
Fazendo uma breve viagem no tempo, pensei nos meus antepassados perdendo o famoso “ph” das antigas pharmácias para o simplório e moderníssimo “f”. Na concepção das novas gerações, a primeira grafia é anacrônica e dispensável, principalmente porque ninguém sofreu o processo de transição que – assim como o atual – teve vistas na simplificação. Netinhos sacanas também tratarão de me alfinetar num futuro que parece cada vez mais próximo: “vovozinha, a senhora ainda é do tempo em que ideia tinha acento?”, e rirão mais do que eu. Ou pior do que isso: “vovô, o que são esses dois pinguinhos em cima do ‘u’?”, perguntarão ao meu velho. Um passo para que nos sintamos ultrapassados, mas a vida continuará – até quando? não há como saber.
O lado bom da bagunça organizada é que não mexeram no fonema: então, o tranquilo (com ou sem o trema) continuará sendo tranqüilo; jamais “trankilo” para quem fala. Ah, o acordo também assegura as presenças das americanizadas letras K, Y e W no alfabeto; mudança que já deveria ter ocorrido há tempos. Afinal, não é de hoje que as crianças deste país se chamam Kelly, Yuri ou Washington sem o menor constrangimento.
Enfim, qualquer tipo de reforma é traumática – o ideal é aproveitar o fato do piso não ter cedido, das tubulações não estarem todas entupidas e das esposas não terem decidido, na última hora, tocar a cor dos azulejos. Depois, 2012 é um prazo justo para quem precisa vencer, com mais prática e menos desconfiança, este mais novo trauma de infância.
Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui.
Já para testar seu nível de conhecimento é só clicar aqui.
::: escrito por ISOLDA HERCULANO às 6:49 PM
... Comente!
Segunda-feira, Janeiro 05, 2009 :::
Amigos, gostaria de dividir com vocês mais uma reportagem que fiz aqui em Maceió, com uma figurinha carimbada na história do centro da cidade. Edmilson, um deficiente visual que canta e toca no movimentado “Calçadão do Comércio”, sempre teve muito a dizer, mas as palavras que dizemos só parecem ter valor quando alguém pára para ouvir. Caso estejam com tempo, parem um pouqinho também.
 "Quem não quer sofrer nasce morto"
Destino certo para quem precisa ir ao centro de Maceió, o “Calçadão do Comércio” é um verdadeiro mosaico de histórias e vidas. Uma delas é a de Edmilson Mendes da Silva, 44 anos. O morador do Benedito Bentes é um homem simples, como muitos, mas com um diferencial importante: sabe fazer da vida uma arte.
Clique aqui para ler a reportagem completa também publicada no Gazetaweb.
Ah, e para 2009, vamos correr atrás da nossa sorte. Lembrando que, como dizem por aí, a sorte é quando a oportunidade encontra alguém preparado.
Beijos em todos e até a próxima atualização – muito em breve.
Isolda.
::: escrito por ISOLDA HERCULANO às 4:19 PM
... Comente!

|
|
|
|
|